Cada por quê traz uma reflexão

Todos os dias deveríamos nos perguntar por quê?

Por que não usarmos melhor o tempo e o amor se somente eles nos fazem melhores?

05/12/2019 por Por Raul Rodrigues

Ao longo de nossas vidas o tempo, o amor e a morte nos perseguem. Sim, eles sempre estão presentes em nossa caminhada. Nós é que não nos damos conta do quanto somos fortes ou frágeis.

O tempo não nos engana; ele nos permite análises do quanto acertamos ou erramos todas as noites. Se antes de dormirmos fizéssemos a nós a pergunta dos por quês? Com certeza viveríamos melhores e acertaríamos mais em nossas escolhas. O tempo não nos castiga. Ele nos dá exatamente aquilo que merecemos. Rugas precoces para quem o desafia, cabelos esbranquiçados aos que mais buscam o sucesso competindo com todos, sinais de cansaço àqueles que sonham tudo conquistar.

As rugas chegarão a contento do que procuramos cabelos prateados a quem não usa o próprio tempo para o merecido descanso, e os sinais de cansaço para aqueles que querem conquistar o mundo. O mundo é como o mar, não cabe em apenas um pequeno copo.

O amor nos acompanha desde o nascimento. Somos amados por nossos pais desde os primeiros segundos de chagada ao mundo. Depois somos amados pelos membros da nossa família, cientes de que amar não significa tão somente dar tudo o que pedimos. O NÃO faz parte do amor. Nem sempre conquistamos o amor do nosso primeiro amor. E depois, passamos a amar – ou deveríamos amar – a todos. Somos de uma mesma espécie, humanos com as melhores e maiores diferenças dos demais animais. E se amarmos a nós mesmos, aí sim poderemos derramar esse sentimento para os demais. Amar a alguém mais que a nós mesmos é doentio. E o amor será a única forma marcarmos a nossa existência.

Por fim, a morte. Mas quem é ela? Tão somente a data na qual desencarnamos – saímos do corpo físico – para adentrarmos em uma espécie de câmara hiperbárica de onde seremos analisados pela espiritualidade segundo nossas obras na terra. A morte não passa de uma data. Ou alguém já ouviu falar na ou da morte sem que seja por meio de uma data? É o final das nossas vidas terrena, nada mais. Por isso não deveríamos dá tanto valor a ela. Ela não muda em nossa passagem pela terra.

o tempo e o amor, esses dois fenômenos da natureza humana, estes sim podem modificar a todos e a tudo. Logo, nos esqueçamos da morte como se ela não existisse que prolongaremos nosso valor ao nos doarmos ao tempo e ao amor que construiremos um mundo bem melhor.

Não gastemos o nosso precioso tempo com coisas triviais, não escondamos o amor demonstrando compreensão para com os nossos irmãos que as rugas nos temerão e os cabelos prateados não nos marcarão.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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