Operação Taxa Zero

Presos na Operação Taxa Zero são encaminhados para o sistema prisional

Grupo criminoso era chefiado por uma empresária e proprietária de um bistrô, diz Ministério Público

07/12/2019 por Regina Carvalho

Os presos na Operação Taxa Zero - investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE) - foram submetidos a exame de corpo de delito e depois seguiram para o sistema prisional alagoano, na tarde desta sexta-feira (6).

A 17ª Vara Criminal da Capital expediu nove mandados de prisão e doze de busca e apreensão cumpridos nas cidades de Maceió, Marechal Deodoro e São Miguel dos Campos. A quadrilha é suspeita de envolvimento em um esquema responsável por fraudar compra e venda de veículos novos.

De acordo com informações do MPE, as investigações tiveram início em junho de 2019 e chegaram ao grupo criminoso chefiado por uma empresária e proprietária de um bistrô, de nome Daniela. Ela, o marido Valtemir e o filho Daniel seriam os cabeças do esquema que envolve a compra de veículos novos utilizando os financiamentos do Banco Volkswagen. A quadrilha também teria como sócios Letícia, Frederico Barros e Alysson e, em São Miguel dos Campos, dois vendedores, identificados como Lucivaldo e Mônica participavam do esquema.

Os suspeitos de estelionato conseguiam efetuar a compra para eles e, também, para terceiros, preferencialmente os modelos Amarok, Polo e T-Cross e, para garantir a aquisição dos veículos, a quadrilha falsificava documentos e conseguia descontos. As investigações apontam que um contador, identificado como Abelardo, é quem daria suporte à quadrilha na falsificação de documentos. Os nomes completos dos suspeitos não foram divulgados pelo Ministério Público.

Por venda, o lucro estimado era de R$ 2 a 6 mil e o valor variava de acordo com a titularidade do proprietário. Os veículos modelo Gol, por exemplo, eram revendidos entre R$ 6 mil e 10 mil, enquanto os modelos Polo e T-Cross a R$ 40 mil. Já as caminhonetes modelo Amarok eram repassadas pelo valor de R$ 60 mil.


Fonte: GazetaWeb

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