Megaoperação policial

31% dos alvos da megaoperação em 11 estados do Brasil contra facções já estavam presos, mas ainda comandavam crimes

Operação Flashback II tentava cumprir 216 mandados de prisão e de busca e apreensão em Alagoas e mais 10 estados brasileiros. Até as 15h40, 109 pessoas tinham sido presas.

29/07/2020 por Redação

Dos 216 mandados de prisão e de busca e apreensão da Operação Flashback II, deflagrada nesta terça-feira (28) em 11 estados brasileiros contra integrantes de facção criminosa, 31% já estavam presos, mas continuavam a comandar crimes de dentro dos presídios. Até as 15h40, 109 pessoas tinham sido presas.

Em entrevista coletiva nesta tarde, representantes do Ministério Público do Estado de Alagoas e das forças de segurança fizeram um balanço parcial da ação.

Do total de mandados judiciais expedidos, 178 foram para a região Nordeste, sendo 101 apenas em Alagoas. As polícias Civil, Militar e Federal tentavam cumprir o restante dos mandados em 71 municípios nos seguintes estados:

Bahia
Ceará
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Piauí
São Paulo
Sergipe
15 alvos em Pernambuco já estavam presos, mas receberam nova voz de prisão pelos crimes investigados nesta fase da operação. Durante a tarde, a SSP informou que uma 16ª pessoa tinha sido presa em PE. Em Mato Grosso do Sul, 19 dos 23 alvos também já estavam encarcerados.

Do total de presos até o início da tarde, 43 foram em Alagoas, sendo 13 presidiários e 30 pessoas de fora do sistema prisional.

A megaoperação tem como objetivo desarticular a nova composição do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem base no Mato Grosso do Sul, e pelo menos mais uma facção criminosa.

A primeira fase da Operação Flashback ocorreu em novembro de 2019, quando foram cumpridos 110 mandados e 81 pessoas foram presas.

A partir da primeira fase, as investigações ampliaram os alvos com apoio dos demais órgãos de investigação. O que ficou comprovado nesta nova fase foi uma maior participação de mulheres ligadas a facções criminosas, ocupando cargos de liderança — as chamadas "damas do crime".

De acordo com o coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil de Alagoas, o delegado Gustavo Henrique, isso acontece à medida que os homens são presos, eles precisam de membros de confiança para representá-los do lado de fora dos presídios, e essa responsabilidade acaba sendo das esposas ou das mães.

A polícia destaca ainda que as mulheres têm perfil igualmente violento ao dos homens da facção quando definem julgamentos ocorridos nos chamados "tribunais do crime".

Embora não tenha sido divulgado um balanço do material apreendido na operação, a polícia informou que pouca coisa foi encontrada já que os alvos eram os integrantes do topo da organização criminosa.

"O foco dessa investigação era realmente atacar a cúpula da facção. Houve alguns materiais apreendidos, ainda houve uma resistência (morte de suspeito) e houve uma quantidade pequena de drogas apreendidas, mas não houve apreensão maiores de materiais ilícitos porque os 'cabeças', os líderes, não vão ficar com os flagrantes consigo. É isso que justifica uma quantidade não considerável de apreensões, explicou o delegado Gustavo Henrique.

A Flashback II contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas (SSP/AL), a Polícia Federal, a Polícia Civil de Alagoas, por meio da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), e a Polícia Militar de Alagoas, por meio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Policiais Penais do Grupo Especial de Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e Departamento de Inteligência da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social.

 


Fonte: g1.globo.com

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