Para políticos vale a vitória

Na busca por aliança, pré-candidatos podem não respeitar fator ideológico dos partidos

E quem disse que fator ideológico vale alguma coisa ante aos interesses pessoais?

05/08/2020 por Gilca Cinara e Daniel Paulino*

Algumas alianças seladas neste período de pré-campanha em Alagoas vem chamando a atenção do eleitorado sobre a junção de grupos políticos, opositores e até mesmo de partidos com ideologia diferentes em prol em uma única candidatura.

Da capital ao interior, essas negociações estão acirrando ainda mais a dinâmica já dita nas eleições municipais. A cientista política, Luciana Santana, destaca que na busca por aliança, pré-candidatos podem não respeitar o fator ideológico dos partidos.

Ela explica, que as eleições municipais tem um perfil totalmente diferente e particular, não podendo ser comparada com as eleições presidenciais e estaduais, onde se consegue observar uma maior coerência na formação das alianças. “Lógico que isso não significa que em algum momento essa coerência deixe de existir, mas não é tão comum como ocorre na eleição municipal”, colocou Luciana. 

A cientista detalha ainda que essa incoerência ideológica nas alianças entre os candidatos pode ser vista de uma maneira bastante problemática, principalmente pela parte mais “fiel” do partido.

“Quando a gente olha para a realidade local, definimos que as eleições municipais são mais personalizadas e é difícil afirmar se essa transferência de eleitorado possa ocorrer ou não”, disse Luciana, acrescentando que mesmo de partidos diferentes, os políticos podem ter uma considerada parte de eleitores votariam em ambos.

“E com isso, eles somente estariam reforçando o seu eleitorado, por isso é difícil mensurar os impactos”.

*Com supervisão da editoria. 


Fonte: cadaminuto.com.br

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