Plano de Guedes

Guedes e líder do governo acenam com novo imposto para bancar ampla desoneração da folha

Propostas também buscam viabilizar programa de distribuição de renda a partir de 2021 Ideias serão apresentada para Bolsonaro neste fim de semana

27/09/2020 por Redação Paulo Cappelli

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com sua equipe e com o líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), para alinhar os últimos detalhes da proposta de reforma tributária.

A ideia é criar um novo imposto que permitirá bancar ampla desoneração da folha de pagamento, de modo a facilitar a criação de empregos.

As propostas serão apresentadas por Guedes ao presidente Jair Bolsonaro neste fim de semana e, segunda-feira, aos líderes dos partidos aliados no Congresso.

Um participante da reunião ouvido em caráter reservado pelo GLOBO afirmou que o governo possui alternativas ao que tem sido chamado de "imposto digital", taxação sobre transações financeiras que o Planalto pretende implementar, mas que pode encontrar resistência no Congresso.

Sem dar mais detalhes, a fonte afirmou que essas alternativas miram aumento de arrecadação e redução de despesas previstas no Orçamento de 2021.

O ministro voltou a dizer que as propostas têm como foco uma ampla desoneração da folha de pagamento.

— Estamos fazendo os últimos ajustes, mas algumas bases nós já acertamos. Vamos simplificar impostos, reduzir alíquotas, aumentar a faixa de isenção, criar ambiente mais favorável para negócios para geração de emprego, principalmente com foco na desoneração da folha de pagamento, para fazer com que cerca de 40 milhões de brasileiros que estão na informalidade voltem para o mercado de trabalho — disse Guedes.

O ministro voltou a afirmar que a medida proposta visa a deixar o sistema menos regressivo:

— Vamos tributar mais quem ganha mais, menos quem ganha menos. Os impostos serão substitutivos. Se você tira de uma arrecadação, precisa ter outra fonte para substituir — concluiu.

Segundo o líder Ricardo Barros, a reforma tributária também deverá viabilizar um programa social de distribuição de renda a partir de 2021. E que o texto só será anunciado após o aval do presidente Jair Bolsonaro e de líderes do governo no Congresso.

— Temos que aumentar a empregabilidade e criar uma solução para os milhões de brasileiros que estão recebendo auxílio emergencial, que vence no dia 31 de dezembro. Precisamos de um programa social a partir de primeiro de janeiro. O presidente não gostou de algumas características (que haviam sido apresentadas), então estamos reestudando o programa para garantir a renda dos brasileiros mais frágeis.


Fonte: oglobo.globo.com

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